O governo federal aprovou recentemente o aumento do teor de etanol na gasolina, passando de 30% para 32%, criando a chamada gasolina E32, mas a adoção da nova fórmula do combustível gerou discussão em torno dos eventuais problemas em carros não-flex e, nesta quinta-feira (23), teve uma reviravolta.
Apesar da aprovação pelo Conselho Nacional de Pesquisa Energética (CNPE), a nova fórmula da gasolina pode não sair do papel. O MPF entrou com uma ação para suspender a medida. O órgão argumentou que não há estudos técnicos suficientes que comprovem a viabilidade da nova mistura para toda a frota nacional. Além disso, pede uma indenização bilionária, na casa de R$ 500 milhões, por danos coletivos, alegando que a decisão foi tomada sem análise adequada de impacto.
Outro ponto que pesa contra a gasolina E32 é a resistência da indústria automotiva. A Anfavea, entidade que representa os fabricantes de veículos, declarou apoio ao avanço dos biocombustíveis, mas se posicionou contra o aumento compulsório sem testes específicos de durabilidade, emissões e compatibilidade com a frota brasileira. Para a associação, os ensaios que embasaram a decisão não validam tecnicamente a adoção da mistura obrigatória.
Possíveis problemas causados pela E32
O maior risco está nos bicos injetores, que podem sofrer carbonização e falhas de funcionamento.
