A decisão da Justiça da Itália que, no início do mês, anulou a autorização para extraditar Carla Zambelli (PL-SP) no processo relacionado ao caso perseguição armada apontou como principal motivo a falta de informações sobre a assistência médica que a ex-deputada receberia caso fosse presa no Brasil. No documento, os juízes rejeitam os argumentos da defesa de que Zambelli seria alvo de perseguição política. No entanto, concluem que o pedido de extradição apresentado pelo Brasil não poderia ser aceito porque as informações sobre as condições em que a ex-deputada cumpriria a pena, especialmente em relação ao atendimento médico, eram insuficientes. Justiça da Itália anula decisão de extradição de Zambelli No início deste mês, a Itália anulou a decisão que havia autorizado a extradição da ex-deputada no processo relacionado à condenação pelo caso de perseguição armada, e determinou que o pedido apresentado pelo governo brasileiro seja submetido a um novo julgamento. Segundo informações obtidas pela TV Globo, o argumento acatado pelo tribunal foi apenas relacionado a questões de saúde. Alegações dos advogados ligadas a perseguição política, dupla incriminação e condições carcerárias em território brasileiro foram rejeitadas (veja mais abaixo). Com isso, o novo julgamento a ser realizado na Itália terá que avaliar se há dados mais precisos do Brasil sobre as condições em que Zambelli cumprirá a pena, caso seja entregue às autoridades brasileiras.
Justiça italiana rejeitou argumento de 'perseguição' contra Zambelli, mas anulou extradição por falta de garantias de saúde
