O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva da técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, investigada pelos atos do 8 de janeiro. A decisão foi expedida na 4ª feira (22.jul.2026) depois que a acusada descumpriu medidas cautelares e não foi localizada para intimação. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
Natural de Petrolina (PE), Taís é investigada por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília. O mandado de prisão foi decretado depois que a Seap-PE (Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco) tentou instalar o equipamento de monitoramento eletrônico determinado pelo STF, mas não conseguiu encontrá-la.
Acordo revogado e novas evidências
Taís havia firmado um ANPP (acordo de não persecução penal) com a PGR (Procuradoria Geral da República) em 3 de março de 2024. No instrumento, confessou participação no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde manifestantes pediam intervenção militar.
Em março de 2025, Moraes revogou o acordo depois que a PF (Polícia Federal) extraiu dados do celular da acusada. Para a PGR, as novas informações indicam que Taís teve participação mais ampla nos atos do que a admitida na confissão apresentada para fechar o ANPP.
Entre os elementos levantados pela PF estão dados de geolocalização que colocam o aparelho dela na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro.
