O barril do petróleo Brent, em contratos futuros, voltou a superar a marca dos US$ 100 nesta 5ª feira (23.jul.2026). É o maior valor desde o fim de maio, quando as tensões entre EUA, Israel e Irã atingiram o ápice por causa da guerra no Oriente Médio.
A alta foi de 6,30% no dia. O valor foi registrado às 10h41. O movimento foi impulsionado pela retomada das tensões na região, após ações do presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), e do regime iraniano que evidenciam a dificuldade de se chegar a um acordo de paz.
O fato aumenta os temores de interrupção do fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz, rota marítima responsável por cerca de 20% do transporte global da commodity. Qualquer ameaça ao tráfego na região tende a pressionar os preços internacionais diante do risco de redução da oferta.
O petróleo WTI, referência para o mercado norte-americano, era negociado a US$ 91,49 no mesmo momento. O contrato registrava alta de 5,39% no dia.
As negociações para reduzir as tensões no Oriente Médio seguem com avanços e recuos, enquanto sucessivas ameaças e sinalizações de retaliação mantêm elevada a percepção de risco dos investidores.
O ambiente de incerteza faz com que os preços do petróleo oscilem rapidamente, uma vez que o mercado reage às ações militares, às declarações de autoridades e à possibilidade de novos embargos econômicos ou restrições ao comércio internacional da commodity.
