A ministra do Meio Ambiente da França, Monique Barbut, anunciou nesta quarta-feira (22) que deixaria o governo em protesto contra a aprovação de uma lei que reabre caminho para o uso de pesticidas controversos no país. Horas depois, porém, voltou atrás após o presidente Emmanuel Macron rejeitar seu pedido de demissão e pedir que ela permanecesse no cargo.
A reviravolta acontece em meio a um dos debates ambientais mais sensíveis da França nos últimos anos: a possível reintrodução de pesticidas proibidos no país, mas autorizados pela União Europeia, após pressão de setores do agronegócio e protestos de agricultores.
Pela manhã, Barbut afirmou, em uma publicação no LinkedIn, que as condições para continuar no governo “deixaram de existir” depois que o Parlamento aprovou um projeto de lei agrícola que permite, em caráter excepcional, o uso da acetamiprida e da flupiradifurona em algumas culturas.
Segundo o gabinete da ministra, ouvido pelo jornal Le Monde, ela chegou a apresentar formalmente sua renúncia a Macron. O presidente, no entanto, recusou o pedido e pediu que Barbut continuasse à frente da pasta, argumentando que sua atuação é importante diante da urgência da agenda climática. A ministra aceitou permanecer no cargo.
