O FMI (Fundo Monetário Internacional) projeta que a economia brasileira crescerá 2,4% em 2026, sustentada pela resiliência da demanda interna e pelos ganhos decorrentes da condição do país de exportador líquido de petróleo, em um cenário marcado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo aumento dos preços da energia.
Ao mesmo tempo, a entidade estima que a inflação encerrará o ano em 5,6%, acima do centro da meta de 3% e do limite superior do intervalo de tolerância, de 4,5%, enquanto a dívida bruta do governo geral deverá atingir 97,8% do PIB. As projeções constam da Consulta do Artigo 4º de 2026, divulgada nesta 5ª feira (23.jul.2026). Eis a íntegra (PDF – 4 MB, em inglês).
Apesar de destacar a resiliência da economia brasileira diante de choques externos, o FMI afirma que será necessário um esforço fiscal mais robusto para colocar a dívida pública em trajetória consistente de queda.
PRINCIPAIS PONTOS
crescimento do PIB – no médio prazo, o crescimento tende a se estabilizar em torno de 2,5%, apoiado pelos ganhos de produtividade esperados com a implementação da reforma tributária aprovada em 2023;
inflação – a convergência para a meta de 3% é esperada apenas em meados de 2028;
Selic – o fundo avalia que o posicionamento cauteloso do Copom permanece adequado diante das expectativas de inflação ainda elevadas;
dívida pública – sem novas medidas fiscais, poderá atingir 106% do PIB em 2035.
