*Por Walter Sanches
De acordo com um estudo global da Boston Consulting Group (BCG), 74% dos profissionais essenciais para o dia a dia das operações já utilizam Inteligência Artificial (IA) regularmente em suas atividades, enquanto 72% afirmam que as competências exigidas para seus cargos foram impactadas pela tecnologia. No entanto, mesmo que esse movimento contribua para a evolução dos resultados de uma organização, ele também acende um alerta para riscos quando o recurso tecnológico é utilizado sem regras claras ou mecanismos adequados de governança corporativa, principalmente num setor como a indústria.
É nesse contexto que surge o conceito de Shadow AI, termo utilizado para descrever o uso de plataformas de Inteligência Artificial sem conhecimento, supervisão ou autorização formal das empresas. Na prática, colaboradores recorrem a ferramentas gratuitas, de código aberto (open source) ou contas pessoais para acelerar tarefas do dia a dia, muitas vezes sem considerar o destino das informações compartilhadas nessas plataformas.
Para o setor industrial, os riscos são particularmente elevados, considerando que especificações técnicas, estudos de pesquisa e desenvolvimento, informações sobre fornecedores e outros dados estratégicos podem estar sendo inseridos em sistemas externos sem que haja garantias sobre sua proteção.
