O Departamento de Energia dos Estados Unidos assinou um acordo nuclear com a Arábia Saudita, permitindo o enriquecimento de combustível para reatores nucleares civis. O texto ainda precisa passar por um período de análise obrigatória no Congresso americano, mas já desperta atenção internacional pelo seu alcance histórico.
O tratado teria validade de 30 anos e não exige a adoção do chamado “padrão-ouro” de supervisão internacional, o nível mais rigoroso de fiscalização previsto pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
O governo americano também envolveria empresas nacionais para fornecer produtos e funcionários ao programa saudita, embora as partes técnicas mais sensíveis não sejam transferidas.
Detalhes do acordo
Antes do início do processo de separação de urânio ou plutônio, equipes dos dois países avaliarão a justificativa e a viabilidade do projeto. Os americanos serão responsáveis por construir as instalações.
O acordo ainda impede os sauditas de desenvolver tecnologia de enriquecimento própria ou adquiri-la de outros países por uma década, ao mesmo tempo em que limita as inspeções ao programa.
Em publicação nas redes sociais, o Departamento de Energia afirmou que os textos “melhoram a segurança americana e regional, mantendo altos padrões de segurança na tecnologia nuclear”, e que a parceria irá aprimorar a expertise dos Estados Unidos no tema.
