Os preços do petróleo têm novo dia de alta nesta quinta-feira (23), próximo ao patamar de US$ 100 pelo quinto dia seguido.
A escalada dos valores traz não só a mensagem de que os conflitos no Oriente Médio estão longe de acabar, como também reforçam o temor de disrupção nas cadeias de abastecimento global e um possível avanço da inflação nos próximos meses.
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Dólar sobe acompanhando disparada do petróleo com EUA-Irã no radar
Segundo André Braz, economista do FGV/Ibre, essa nova alta está sendo puxada, principalmente, pelos novas ofensivas entre os Estados Unidos e Irã.
“Os ataques a navios no Mar Vermelho e os riscos à circulação pelo Estreito de Ormuz e pelo estreito de Bab el-Mandeb aumentaram o temor de interrupções no abastecimento”, explica.
De acordo o especialista, essas rotas são estratégicas para o comércio mundial de petróleo, e os acontecimentos aos arredores dos estreitos causa rapidamente efeito no mercado e nas cotações.
Com o aumento do petróleo, novas aflições relacionadas à inflação aparecem. Segundo Braz, se o movimento se mostrar persistente, a inflação pode vir a piorar.
O petróleo mais caro por várias semanas poderia levar o mercado a revisar para cima as projeções de inflação e reduzir ainda o espaço para cortes de juros, diz o economista.
