BRASÍLIA – A decisão do PP de permanecer neutro no primeiro turno da eleição presidencial representa um revés para a estratégia de Flávio Bolsonaro, que buscava ampliar sua coligação com partidos do Centrão antes do início da campanha. Com a posição adotada pelo Progressistas, o União Brasil também seguirá sem apoiar formalmente um candidato, em razão da federação formada pelas duas legendas.
Segundo dirigentes dos partidos, a neutralidade busca preservar margem de negociação com o futuro governo e fortalecer a atuação das siglas a partir de 2027, tanto na formação da Esplanada dos Ministérios quanto nas disputas pelas presidências da Câmara e do Senado.
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O Republicanos ainda mantém conversas com a campanha de Flávio Bolsonaro, mas também tem sinalizado preferência por permanecer independente no primeiro turno.
Neutralidade do Centrão
A posição da federação União Brasil-PP foi consolidada após reunião da cúpula do Progressistas realizada em Brasília. A avaliação das lideranças é que um apoio formal neste momento reduziria o poder de negociação das siglas no próximo ciclo político.
A neutralidade, porém, vale apenas para o primeiro turno. Integrantes dos partidos afirmam que uma eventual aliança no segundo turno continuará sendo avaliada de acordo com o resultado das urnas.
