O caso envolvendo Folarin Balogun segue repercutindo nos bastidores do futebol. A Federação Norueguesa de Futebol (FNF) apresentará uma queixa formal ao Comitê de Ética da Fifa após a polêmica decisão de revogar a suspensão do atacante norte-americano.
Segundo Lise Klaveness, presidente da entidade, a medida teria sido influenciada por uma intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, junto ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Em entrevista ao jornal britânico The Times, Klaveness afirmou que o episódio representa uma ameaça à credibilidade do futebol e defendeu uma apuração rigorosa sobre o caso.
“Quando uma regra como essa é contornada, entra-se em uma espiral perigosa que coloca todo o futebol em risco. Colocar em dúvida as regras fundamentais representa uma ameaça ao nosso esporte”, afirmou Lise Klaveness.
A dirigente defendeu ainda que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, reconheça que a decisão “foi um erro”.
Klaveness também criticou a falta de transparência da entidade máxima do futebol mundial e afirmou que a denúncia tem como objetivo incentivar outras federações e organizações a relatarem casos semelhantes.
“Tentar varrer isso para debaixo do tapete agora não vai funcionar. Muitos treinadores, jogadores e torcedores sentiram que isso prejudicou o futebol”, concluiu.
Vale lembrar que Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026.
