O governo brasileiro anunciou uma nova rodada do Plano Brasil Soberano, com linhas de crédito totalizando R$ 18,5 bilhões destinadas a empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
O pacote, apresentado na mesma data em que as tarifas de 25% passaram a vigorar, inclui financiamentos com juros reduzidos para que as companhias cubram custos operacionais e busquem novos mercados para seus produtos.
Além dos setores diretamente atingidos pelas tarifas americanas, o governo ampliou o leque de beneficiários, incluindo exportadores da indústria, do agronegócio e da cadeia de transformação de minerais críticos.
O governo também antecipou a possibilidade de incluir empresas que venham a ser afetadas pelas novas tarifas relacionadas a investigações sobre trabalho forçado, cujo anúncio estava previsto para a sexta-feira (24). A expectativa é de que o Brasil esteja no grupo sujeito à maior alíquota, de 12,5%.
Setor privado cobra mais do que crédito
Apesar de reconhecer o avanço do programa, representantes do setor privado apontaram limitações. Segundo relatos das reuniões realizadas com o governo, as empresas não pleiteavam apenas crédito, mas também a redução do IOF e o restabelecimento do Reintegra, mecanismo de devolução de impostos pagos ao longo da cadeia produtiva e não ressarcidos.
Além disso, houve críticas às taxas de juros praticadas nos repasses pelas instituições financeiras, consideradas ainda elevadas.
