O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 1,347 bilhão entre janeiro e abril de 2026, alta de aproximadamente 5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (23) pela CropLife Brasil.
No mesmo intervalo, a área tratada com produtos biológicos cresceu 15%, passando de 27,2 milhões para 31,2 milhões de hectares.
Segundo a entidade, o avanço está associado à ampliação do manejo integrado de pragas resistentes e à maior adoção de práticas sustentáveis nas lavouras. Como o primeiro quadrimestre antecede o plantio das principais culturas de verão, a comercialização de bioinsumos costuma ser menor nessa época do ano, com expectativa de aceleração das vendas a partir do segundo semestre, conforme o calendário agrícola.
Os bioinseticidas responderam pela maior parcela do mercado no período, com faturamento de R$ 738 milhões, praticamente estável em relação aos R$ 736 milhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. A área tratada chegou a 15 milhões de hectares, mantendo o mesmo patamar do ano anterior.
O desempenho é impulsionado principalmente pelo uso na segunda safra de milho, cultura em que há incidência de pragas como cigarrinhas e lagartas. De acordo com o relatório, mais de 40% do mercado anual desse segmento se concentra entre janeiro e março. A expectativa é de desaceleração das vendas nos próximos meses, com retomada a partir de novembro, quando se inicia o preparo para o plantio da safrinha.
