A Suzano segue abastecendo seus clientes localizados no Oriente Médio, mesmo em meio aos conflitos na região, o que torna a logística complexa. O CEO da companhia, Beto Abreu, avalia que garantir o fornecimento ao redor do mundo hoje é um ponto crítico na relação de longo prazo com os compradores da celulose da companhia, que exporta 80% de sua produção.
O executivo participou de entrevista ao Capital Insights, programa feito em parceria da Broadcast com a CNN Money, que vai ao ar às quintas-feiras, às 19h.
Para ele, a construção de confiança com os clientes da empresa se dá porque a companhia vê além das transações financeiras, mirando o compromisso de manter os suprimentos das operações de quem depende de seus produtos.
A Suzano atende mais de 100 países e cerca de 2 bilhões de pessoas usam seus produtos diariamente. Abreu lembra que o mercado de celulose “precisa do Brasil” e essa importância da produção brasileira se traduziu, por exemplo, na isenção de tarifas para esse item na lista de produtos taxados em 25% pelos Estados Unidos, após investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio do país.
O executivo afirma que, num cenário geopolítico global complexo, a empresa tem sido seletiva em seus investimentos e monitora o tempo todo os principais riscos que possam surgir. “A atenção diária é ao câmbio e ao preço do petróleo”, disse.
Para Abreu, no entanto, o principal foco da companhia é controlar o que está em seu domínio, que são os custos.
