Cientistas da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriram como aves que voam em formação de V conseguem economizar energia durante o deslocamento. O estudo, publicado na última terça-feira (21) na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, revelou que o benefício aerodinâmico ocorre principalmente porque a ave que segue outra precisa fazer movimentos menores com as asas.
A pesquisa analisou a interação entre duas aves, usando como referência o íbis-eremita-do-norte, uma espécie conhecida por suas características de voo. O modelo desenvolvido pelos pesquisadores indicou que o animal posicionado atrás e levemente ao lado do líder da formação pode reduzir em cerca de 11% a potência mecânica necessária para permanecer no ar.
O trabalho foi conduzido por Olivia Pomerenk e Kenny Breuer, que buscaram explicar de maneira mais detalhada o fenômeno já observado há anos entre espécies como gansos e íbis. A investigação combinou conhecimentos de aerodinâmica e dinâmica de voo para esclarecer como o movimento de uma ave influencia a outra.
O efeito invisível das asas no voo coletivo
A vantagem da formação em V está relacionada aos movimentos de ar produzidos pelas asas. Durante o voo, as pontas das asas geram pequenos redemoinhos chamados vórtices, que alteram a distribuição do ar ao redor do animal.
