O jornalista e ativista de direitos humanos Maksym Butkevych foi um dos primeiros voluntários do Exército ucraniano a ser feito prisioneiro de guerra pelos russos, logo depois da invasão do seu país, em 2022.
Torturado física e psicologicamente durante meses, Butkevych foi levado a julgamento por supostos crimes de guerra cometidos em cidades onde nunca pisou, nem antes nem depois da guerra.
Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, na cidade de Lviv, na Ucrânia, ele afirmou que essa seria uma tentativa dos russos de criar uma narrativa para justificar as ações violentas do Kremlin em seu país.
O ativista foi preso na região de Luhansk, ocupada pelos russos no leste da Ucrânia. Ele chegou a ser condenado por um tribunal controlado pela Rússia a 13 anos de prisão, em março de 2023. O governo russo alega que ele admitiu a culpa pelos crimes.
A organização Anistia Internacional denunciou o processo como uma farsa e disse que o caso se tratava de uma retaliação dos russos contra o ativismo humanitário.
Butkevych passou dois anos e quatro meses em cativeiro até ser libertado em outubro de 2024, em uma troca de prisioneiros de guerra. Mas, segundo relata, a condição de prisioneiro de guerra não foi suficiente para seus captores.
“Decidiram fabricar um processo criminal contra mim e me condenar como criminoso de guerra por algo que eu jamais fiz, em uma cidade onde eu sequer estive”, afirmou.
