Após os EUA capturarem o ditador da Venezuela em janeiro e aumentarem a pressão econômica sobre Cuba nos meses seguintes, muitos se perguntaram se o próximo alvo da Casa Branca seria a Nicarágua, outro país latino-americano com um líder autocrático, que nesta semana descartou a possibilidade de novas eleições.
No entanto, Washington pouco fez para sinalizar que tomará medidas iminentes na Nicarágua, enquanto os copresidentes do país – Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo – têm mantido um perfil discreto e evitado provocar o governo Trump.
De fato, dias após a operação dos EUA na Venezuela, a Nicarágua anunciou medidas que foram interpretadas como gestos em direção a Washington.
Libertou dezenas de prisioneiros depois que os EUA exigiram sua soltura e, posteriormente, restabeleceu a exigência de visto para cubanos, que limitava sua imigração para a América do Norte.
Em abril, os EUA impuseram novas sanções a autoridades nicaraguenses, desta vez, visando dois dos filhos de Ortega e Murillo. Além disso, o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, elevou o tom em relação a Manágua e condenou recentemente a declaração de Ortega de cancelar as eleições, mas até agora não chegou a propor uma mudança de regime, como fez explicitamente com Cuba.
“Para Marco Rubio, Cuba importa muito mais do que a Nicarágua.
