O que começou como uma campanha para diminuir as capacidades nucleares do Irã e enfraquecer suas redes terroristas globais se transformou em uma disputa pelo controle de uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.
A guerra com o Irã se transformou em uma batalha pelo Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento global para petróleo, gás natural, fertilizantes e outras commodities.
Se o conflito deixar o Estreito de Ormuz sob o controle permanente do Irã – ou dos Estados Unidos – isso poderá representar o começo do fim da livre navegação em mar aberto, um conceito que tem sustentado o comércio global por séculos.
“Isso pode criar um precedente perigoso e encarecer muito o comércio marítimo internacional, um custo que, em última análise, seria repassado aos consumidores finais”, disse Erik Grundt, analista sênior da consultoria Rystad Energy, à CNN.
A nova arma energética do Irã
Após o início dos ataques efetuados pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro, o Irã declarou quase imediatamente o fechamento do Estreito de Ormuz, criando o maior bloqueio no fornecimento de petróleo da história.
Tendo conquistado uma nova fonte de influência sobre a economia global, Teerã está lutando arduamente para mantê-la.
