Com o crescente número de satélites em órbita da Terra, aumenta também o risco de colisões entre essas espaçonaves. Tais colisões poderiam criar campos de detritos, potencialmente tornando áreas inteiras da órbita inutilizáveis.
Objetos no espaço já colidiram ou estiveram perto de colidir com outros objetos no passado. Mas, embora esses incidentes ainda sejam extremamente raros, existem agora mais de 18.000 satélites ativos e inativos em órbita, um número que mais que dobrou apenas nos últimos seis anos. E a grande maioria deles está localizada na mesma região, a órbita baixa da Terra, onde o aumento da congestão espacial torna as colisões estatisticamente mais prováveis.
Agora, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) adotou um novo conjunto de regras, amplamente apoiado pela indústria, que “modernizaria” o processo de aprovação de satélites e criaria novas disposições de “segurança espacial”. Especificamente, as regras exigiriam que as operadoras de satélites compartilhassem dados de rastreamento em tempo real para que os gestores de tráfego espacial pudessem obter uma compreensão mais abrangente da localização dos objetos em órbita. Historicamente, tem sido perigosamente difícil prever possíveis colisões.
Mas, embora as regras da FCC em si não sejam amplamente questionáveis, elas estão reacendendo uma disputa de poder sobre quem tem o direito de decidir sobre o espaço.
