Comunidade internacional condena ditadura na Nicarágua "A Coreia do Norte da América Latina." É assim que o líder opositor Juan Sebastián Chamorro definiu a atual situação da Nicarágua. Nesta quarta-feira (22), o Congresso do país centro-americano iniciou um plano de trabalho para acabar com o processo eleitoral do país, três dias após o presidente Daniel Ortega dizer que "não haverá mais eleições". "Os dias em que partidos apoiados pelos ianques [Estados Unidos] e pelos somozistas voltariam ao poder acabaram. Nunca mais", disse Ortega durante um ato comemorativo do aniversário da Revolução Sandinista, que derrubou o regime de Anastasio Somoza em 1979 e o levou ao poder pela primeira vez. Ortega retornou à presidência em 2007 e, desde então, permanece nessa posição. O início do processo foi anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional, Gustavo Porras. Segundo ele, o Legislativo votará no início de agosto se excluirá os partidos de oposição da participação nas eleições. "Somos nós, nicaraguenses, que decidimos quando e como realizaremos nossas eleições", disse Porras a veículos de comunicação alinhados ao governo nesta quarta, explicando que a iniciativa será transformada em lei. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As autoridades eleitorais definirão os "elementos para não deixar sequer uma brecha" nas eleições, a fim de impedir "a terrível manipulação dos impérios e de seus lacaios", disse Porras, em referência aos partidos de oposição.
'Nicarágua virou a Coreia do Norte da América Latina': a reação diante do início do plano de Ortega para acabar com eleições no país
