O CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) decidiu nesta 4ª feira (22.jul.2026) antecipar a celebração de contratos de compra de energia elétrica. Com isso, serão injetados cerca de 1,8 GW extras no SIN (Sistema Interligado Nacional) a partir de 1º de setembro. Segundo comunicado do MME (Ministério de Minas e Energia), a decisão visa a preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico. Eis a íntegra da nota (PDF – 773 kB)
A decisão contempla 5 usinas termelétricas contratadas no LRCE (Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Energia) de 2022 e no LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência) de 2026. Os contratos passarão a vigorar antecipadamente e acrescentarão, ao todo, 1.827,1 MW ao sistema.
“O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027”, afirma o comunicado do MME.
São duas as preocupações do governo. Há o risco de seca, possivelmente agravada pelo El Niño, e que pode baixar o nível de reservatórios de hidrelétricas. Essas usinas são a base da matriz energética brasileira. Para recompor a perda de geração provocada pela falta de água, o governo compra antecipadamente a energia produzida por térmicas, que podem rodar a qualquer momento suas turbinas, pois não dependem de condições meteorológicas.
Por outro lado, termelétricas são abastecidas por combustíveis.
