A nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos intensificou as articulações do setor empresarial brasileiro junto ao governo federal. Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, ao WW, a pressão dos exportadores por financiamento favorável, proteção contra a concorrência estrangeira e acesso a novos mercados deve continuar diante do atual cenário de instabilidade comercial.
Barral avaliou que, diferentemente do que ocorreu no ano passado, o governo brasileiro já demonstrava maior preparo para lidar com a situação. “A grande surpresa foi no ano passado”, afirmou.
Segundo ele, em julho do ano anterior, quando foi anunciada uma tarifa de 40%, diversos setores foram severamente afetados, com indústrias obrigadas a se adaptar rapidamente ou a reduzir seu tamanho.
Barral destacou que o cenário ainda reserva outros desafios. Ele lembrou que uma nova tarifa, decorrente da chamada investigação 301 sobre trabalho forçado, está prestes a ser aplicada e deve afetar o Brasil, assim como o restante do mundo.
Além disso, os Estados Unidos anunciaram a utilização da Seção 338, um instrumento que não era empregado desde 1930, contra o Canadá, e que, segundo comentários ouvidos em Washington, poderá ser acionado em diversas questões setoriais contra parceiros econômicos.
