A IBM divulgou, nesta quarta-feira (22), os resultados do segundo trimestre de 2026, e os números confirmaram o que o mercado já sabia: foi um trimestre ruim (mas nem tanto).
A receita chegou a US$ 17,2 bilhões (R$ 87,2 bilhões), com lucro bruto de US$ 9,9 bilhões (R$ 50,2 bilhões), margens de quase 58% e lucro líquido de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,1 bilhões), mas ficou bem abaixo do que Wall Street esperava.
O resultado foi tão negativo que o CEO Arvind Krishna e o conselho tomaram uma medida sem precedentes: avisaram os investidores com antecedência. Krishna publicou uma carta aberta na semana passada com resultados preliminares, alertando que o desempenho “foi pior do que nossas expectativas”.
As ações da IBM despencaram 25% no dia seguinte, a maior queda em um único dia na história da empresa. Até então, os papéis vinham se valorizando ao longo dos seis anos de gestão de Krishna, impulsionados pelo boom de data centers de inteligência artificial (IA) que beneficiou o setor como um todo.
Na quarta, a IBM também reduziu suas projeções de crescimento para o ano inteiro, o que significa que o impacto do trimestre ruim se estende pelos próximos meses. O principal responsável foi o segmento de infraestrutura: as vendas de mainframe recuaram 42%. O problema tem efeito cascata, segundo o CFO Jim Kavanaugh, a IBM gera US$ 3 (R$ 15,21) em receita de software para cada US$ 1 (R$ 5,07) vendido em hardware de mainframe.
