A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) divulgou nota na tarde desta quarta-feira (22) em que afirma que a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32), aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho, foi precedida por um amplo processo de avaliação técnica, conduzido em conformidade com a Lei do Combustível do Futuro e fundamentado em estudos coordenados pelo Ministério de Minas e Energia.
A resposta do setor vem após o anúncio, também desta quarta, de que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender a decisão, alegando justamente a carência de estudos técnicos comprobatórios da segurança do novo combustível para os veículos que circulam no país.
Segundo a Unica, a decisão de aumentar o volume de biocombustível na gasolina não decorreu de uma “presunção de viabilidade, mas de ensaios especificamente estruturados para avaliar os efeitos da utilização do E32 na frota brasileira”.
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A entidade reforça que tais estudos foram executados pelo Instituto Mauá de Tecnologia e concentraram-se em veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, justamente por representarem a parcela da frota potencialmente mais sensível ao aumento da participação do etanol.
