A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou por uma margem estreita, nesta quarta-feira (22), sua versão de um amplo projeto de lei sobre política de defesa, apesar das preocupações dos democratas com seu altíssimo custo, a guerra contra o Irã e uma cláusula que reforçaria os laços do Pentágono com Israel.
A NDAA (Lei de Autorização de Defesa Nacional) para o ano fiscal de 2027, que autoriza um gasto sem precedentes de US$1,15 trilhão para as Forças Armadas, foi aprovada na Câmara por 216 votos a 212.
A votação seguiu, em grande parte, as linhas partidárias, já que todos os republicanos, com exceção de sete, votaram a favor da medida, e todos os democratas, com exceção de seis, votaram contra.
Os democratas se opuseram ao enorme montante de dinheiro autorizado para o Pentágono, em um momento em que o presidente Donald Trump e seus pares republicanos estão cortando gastos com programas sociais.
Eles também se opõem à guerra em curso e profundamente impopular contra o Irã, que, segundo o Pentágono, já custou aos EUA US$37,5 bilhões até o momento.
Os republicanos afirmaram que o gasto de US$1 trilhão é essencial para apoiar as Forças Armadas enquanto travam guerra no Irã, financiar o desenvolvimento de sistemas de defesa e a compra de equipamentos, além de proporcionar benefícios às tropas, como aumentos salariais de até 7% e a construção de quartéis e moradias para famílias.
