Toda pergunta feita a um chatbot, até um simples "bom dia", passa por servidores que consomem eletricidade. Na maioria dos casos, essa infraestrutura também usa água para resfriamento, o que torna esse consumo hídrico um dos principais pontos de tensão sobre a sustentabilidade da IA.
De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), os data centers consumiram cerca de 415 terawatt-hora (TWh) em 2024, perto de 1,5% de toda a eletricidade do planeta, com previsão de dobrar até 2030.
Mas o que mais preocupa é que boa parte dos data centers já opera em regiões com estresse hídrico, aumentando a pressão sobre um recurso escasso e mal distribuído.
Confira a seguir por que os modelos de IA consomem tanta energia e água, como funcionam os data centers por trás dessa tecnologia e quais soluções as empresas testam para reduzir esse impacto.
Por que a inteligência artificial consome tanta energia?
O principal motivo do consumo elevado é o processamento paralelo em escala industrial. Treinar um modelo de linguagem exige milhares de GPUs operando simultaneamente por semanas, analisando volumes massivos de dados até ajustar bilhões de parâmetros.
Mas o consumo não termina com o treinamento. Cada nova pergunta feita a um chatbot ativa esse modelo novamente, e são bilhões dessas consultas por dia, sustentando uma demanda contínua por eletricidade.
Funcionamento constante gera calor, que precisa ser dissipado por sistemas de resfriamento.
