A Graphcoa vê Estados Unidos, Europa e o mercado brasileiro como destinos prioritários para sua produção de grafite, em meio à reorganização global das cadeias de minerais críticos e à tentativa de reduzir a dependência da China em insumos usados em baterias.
A avaliação foi feita por Ricardo Alves, diretor-executivo da Graphcoa, em entrevista ao Mapa da Mina desta semana.
“Olhar para os EUA, para a Europa e para o nosso mercado interno é uma questão de pragmatismo. É onde a nova demanda por grafite pode acontecer”, afirmou.
A China domina a cadeia global do grafite, tanto na produção quanto, principalmente, nas etapas de processamento necessárias para transformar o mineral em insumo usado em baterias. Segundo Alves, esse cenário torna mais difícil uma estratégia voltada ao mercado chinês e faz do Ocidente um parceiro natural para projetos brasileiros.
O executivo afirmou que a produção de concentrado de grafite no Brasil já abre espaço para uma etapa maior de verticalização. O próximo passo, porém, exige a instalação de fases mais sofisticadas da cadeia, como purificação, esferonização e revestimento, processos necessários para transformar o grafite em material de anodo para baterias.
Segundo Alves, para que essa etapa avance no país, será necessário atrair também parte da cadeia de baterias para o Brasil.
