A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) estima um prejuízo de cerca de US$ 150 milhões a mais diretamente no setor químico com o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. Na avaliação de André Passos, presidente-executivo da associação, ao todo, US$ 600 milhões em exportações serão afetados pela sobretaxa de 25%.
As falas se deram após reunião com o ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias.
Ele destacou que, nos últimos 12 meses, com as taxas anteriores de 10%, os embarques do setor para o mercado norte-americano recuaram de US$ 2,2 bilhões para US$ 1,8 bilhão. Para este novo ciclo, a associação projeta a alta ainda maior no impacto.
André Passos ressaltou que, devido à importância da indústria química no fornecimento de insumos para setores como o de aço, plástico e outros segmentos da indústria de transformação, o impacto indireto na economia deve ser superior ao estimado para as exportações diretas.
Cenário internacional
Nos últimos dois meses, a Abiquim iniciou um trabalho junto à ApexBrasil para estruturar um programa especial para o setor.
A iniciativa visa possibilitar a abertura e a expansão de novos mercados, como Índia, Coreia do Sul, Malásia, Indonésia e países do continente africano.
