IMPERATRIZ – A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar um débito previdenciário da Prefeitura de Imperatriz, no valor de R$ 503.668.255,31, e apurar a possível prática do crime de apropriação indébita previdenciária. A investigação foi aberta em 21 de maio de 2026, após representação da Receita Federal.
A apuração tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em razão do foro do prefeito Rildo Amaral (PP). O gestor e o secretário municipal responsável pelas áreas de Administração e Finanças deverão ser ouvidos como investigados.
A apropriação indébita previdenciária pode ocorrer quando valores descontados dos trabalhadores deixam de ser repassados à Previdência Social.
Como começou a investigação
Segundo a portaria da Polícia Federal, a investigação teve origem em uma fiscalização realizada pela Receita Federal nas contas da Prefeitura de Imperatriz.
A auditoria identificou um débito previdenciário de R$ 503.668.255,31, formalizado em julho de 2025. As informações foram encaminhadas à Polícia Federal para apuração criminal.
De acordo com o documento, até a instauração do inquérito não havia registro de pagamento ou parcelamento da dívida. A PF também determinou que a Receita Federal atualize as informações sobre o débito e informe se houve cobrança judicial ou celebração de acordo para parcelamento.
O delegado responsável pelo caso solicitou ao TRF-1 a prorrogação das investigações por mais 120 dias.
