Uma vulnerabilidade de segurança na extensão oficial do Adobe Acrobat para o Google Chrome abriu brecha para que sites maliciosos acessassem conversas, nomes de contatos e dados privados do WhatsApp Web – sem a necessidade de senhas ou autenticação. O problema afetou uma ferramenta com base estimada em mais de 300 milhões de usuários.
No entanto, a equipe de cibersegurança descobriu a falha, alertou a fabricante rapidamente e a Adobe lançou uma atualização corretiva em cerca de 48 horas após a denúncia. Até a publicação desta matéria, não há indícios de que cibercriminosos tenham explorado a brecha em ataques reais.
O risco real para o usuário
Identificada pelo código CVE-2026-48294, a vulnerabilidade recebeu o nome de “HermeticReader” pelos pesquisadores da empresa de cibersegurança Guardio Labs. Para que o ataque acontecesse, a vítima precisava apenas acessar uma página web sob o controle do invasor.
Uma vez no site malicioso, o código do invasor interagiria com a extensão do Adobe Acrobat e direcionaria comandos para a aba em que o WhatsApp Web estava aberto. A partir deste acesso, ele poderia extrair o conteúdo exibido na tela, incluindo a lista de conversas, os nomes dos contatos e o texto das mensagens abertas no momento.
Em um cenário mais extremo, a brecha permitiria alterar o código QR de pareamento de dispositivos no WhatsApp Web, o que poderia abrir caminho para o sequestro da conta caso a vítima escaneasse o código adulterado.
