O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 4ª feira (22.jul.2026) que não pretende editar uma 4ª versão do Plano Brasil Soberano caso os Estados Unidos confirmem uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros por suposto uso de trabalho forçado.
Segundo integrantes da equipe econômica e do Itamaraty, o Brasil considera que a atual edição do programa já comporta esse cenário e trabalha para evitar que a nova cobrança seja cumulativa com outras tarifas.
A expectativa do governo é que o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) anuncie na 6ª feira (24.jul) a tarifa definitiva relacionada à investigação sobre trabalho forçado. Caso a sobretaxa de 12,5% seja aplicada de forma cumulativa às tarifas já existentes, a cobrança total poderia chegar a 37,5%.
O ministro de Comércio e Indústria, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta 4ª feira (22.jul) que o Brasil pediu ao governo norte-americano que a nova tarifa não seja somada às demais medidas comerciais em vigor, da mesma forma que solicitou anteriormente que as tarifas da Seção 301 não fossem acumuladas com as da Seção 232.
O pedido foi parcialmente aceito pelos Estados Unidos. Elias Rosa disse, porém, que ainda não há definição sobre o novo formato da cobrança.
Apesar da possibilidade de novas medidas comerciais, o ministro do Orçamento Federal, Bruno Moretti, afirmou que o governo não vê necessidade de criar um Brasil Soberano 4.
