O vazio sanitário da soja já está em andamento em parte do Brasil e marca uma das etapas mais importantes para o sucesso da safra 2026/27. O período, que proíbe a presença de plantas vivas de soja nas lavouras por, no mínimo, 90 dias, tem como principal objetivo interromper o ciclo da ferrugem asiática, considerada a doença mais severa da cultura.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforça a importância da medida após a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura da nova safra. Segundo a entidade, o cumprimento das duas ferramentas é indispensável para reduzir a incidência da doença, preservar a produtividade e garantir maior eficiência no manejo das lavouras.
O alerta ganha ainda mais importância diante do avanço da ferrugem asiática na safra 2025/26. No Paraná, os registros passaram de 66 para 156 ocorrências. Em Mato Grosso do Sul, saltaram de 12 para 70, enquanto no Rio Grande do Sul aumentaram de 25 para 61 casos.
A pesquisadora da Embrapa Soja, Claudine Seixas, explica que o vazio sanitário consiste em um período mínimo de 90 dias sem plantas de soja no campo, incluindo a eliminação da chamada soja tiguera, que nasce de grãos perdidos durante a colheita.
“Durante esse período, não é permitido semear e também é necessário eliminar qualquer planta voluntária, conhecida como soja tiguera. Essas plantas precisam ser erradicadas”, afirma.
