A Science Corporation recebeu autorização do regulador europeu de dispositivos médicos para comercializar o PRIMA, um implante ocular criado para devolver a capacidade visual a pessoas afetadas pela degeneração macular relacionada à idade.
A tecnologia desenvolvida pela empresa de interfaces cérebro-computador utiliza um pequeno chip colocado na parte posterior do olho e óculos equipados com câmera para transmitir imagens ao dispositivo implantado.
A aprovação europeia marca um avanço para a companhia fundada por Max Hodak, que também obteve uma designação inicial da agência reguladora norte-americana FDA para acelerar avaliações futuras relacionadas a tipos raros de cegueira.
Como funciona o implante que busca recuperar a visão
A degeneração macular associada ao envelhecimento prejudica as células sensíveis à luz localizadas na região posterior dos olhos, comprometendo atividades como leitura e reconhecimento de rostos. O PRIMA foi desenvolvido para atuar justamente nesses casos, substituindo parte da função perdida por meio de estímulos produzidos pelo chip.
O procedimento para instalação do equipamento dura cerca de uma hora e é realizado em regime ambulatorial. Após a implantação, o paciente utiliza óculos com câmera integrada, responsáveis por captar o ambiente e enviar as informações visuais ao chip instalado no olho.
