O ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, compareceram nesta quarta-feira (22) a uma audiência no tribunal federal de Manhattan, em um dos casos criminais mais importantes da história dos EUA.
Desenhos de Maduro e Flores foram divulgados horas após a audiência, onde ambos aparecem usando uniformes prisionais beges. O evento, que durou cerca de 20 minutos, foi presidido pelo juiz distrital americano, Alvin Hellerstein.
Também nesta quarta-feira, um juiz dos EUA marcou para 1º de junho de 2027 a data do julgamento de Maduro e sua esposa, por acusações de tráfico de drogas nos Estados Unidos, enquanto um advogado de defesa prometeu buscar a anulação do caso sob o argumento de que Maduro tem imunidade processual por ser chefe de um Estado soberano.
Militares americanos capturaram Maduro, de 63 anos, e Flores, de 69, em sua residência vigiada em Caracas, durante uma incursão militar noturna no dia 3 de janeiro, ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Eles foram levados para Nova York, onde haviam sido anteriormente indiciados sob a acusação de utilizar seus cargos de liderança no país sul-americano, rico em petróleo, para facilitar remessas de cocaína.
Além de definir a data de início do julgamento, Hellerstein estabeleceu o prazo de 2 de setembro para a primeira rodada de petições da defesa de Maduro, visando à anulação do caso, bem como uma audiência em 17 de novembro para debater tais petições.
