O Irã executou um homem sob acusações de estar ligado aos protestos nacionais de janeiro, informaram um grupo de oposição e a Mizan, agência de notícias oficial do Judiciário iraniano, nesta quarta-feira (22).
A Mizan identificou o homem como Mehdi Khaneki e afirmou que ele foi executado por “ações operacionais” que beneficiaram Israel, os Estados Unidos e grupos hostis, bem como pelo que classificou como crimes cometidos durante os protestos de janeiro. A agência também relatou que ele fabricava e possuía armas.
O CNRI (Conselho Nacional de Resistência do Irã), sediado em Paris e braço político da Ompi (Organização dos Mujahidin do Povo do Irã), declarou que Khaneki foi enforcado sob a acusação de integrar a Ompi e de participar de protestos na cidade de Karaj.
Nos últimos meses, ocorreram diversas execuções que a Mizan e a mídia iraniana associaram à Ompi.
Em seu comunicado, o CNRI afirmou que o homem, um recém-formado em Direito de 26 anos, “foi submetido a meses de tortura física e psicológica”.
“Dezenas de outros membros da Ompi permanecem no corredor da morte ou correm risco de execução nas prisões do regime”, disse o grupo, acrescentando que oito de seus integrantes foram executados entre 30 de março e 20 de abril.
A Mizan e a mídia iraniana relataram 12 execuções no mesmo período.
A Ompi, também conhecida pelo nome em farsi Mujahideen-e-Khalq, é proibida no Irã, e não está claro qual é a dimensão de seu apoio no país.
