O MPSP (Ministério Público de São Paulo) entrou na 2ª feira (20.jul.2026) com uma ação civil pública contra a empresa Tools for Humanity Corporation, responsável pelo Projeto World ID, por coleta indevida de dados biométricos de íris de pessoas em situações de vulnerabilidade socioeconômica, em troca de recompensas em dinheiro.
A Promotoria do Consumidor pede, em caráter liminar, a preservação de todos os dados, metadados e registros relacionados ao processamento dessas informações, a apresentação de contratos e relatórios técnicos sobre o armazenamento.
Patrícia Leitão, promotora de Justiça responsável pela ação, solicitou a identificação do grupo Amazon responsável pela hospedagem de dados e a suspensão de novas coletas de íris em troca de dinheiro ou benefícios, até a realização da perícia judicial.
Também pediu que sejam eliminados de formas irreversíveis os dados já coletados, reparem os prejuízos individuais causados aos consumidores e que sejam indenizados em R$ 240 milhões por danos morais.
A COLETA
Os dados eram coletados em regiões periféricas ou de grande movimentação, próximas a metrôs ou unidades do Poupatempo. Mais de 400 mil pessoas tiveram suas íris escaneadas.
