O presidente Donald Trump posa ao lado do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, durante sua visita à Casa Branca. Mark Schiefelbein/AP/Arquivo Os governos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita fecharam um acordo que permite ao país árabe enriquecer urânio no meio de seu programa nuclear civil. Segundo os jornais "New York Times" e "The Wall Street Journal", o texto deve ser assinado ainda nesta quarta-feira (22) na Casa Branca. O acordo terá validade de 30 anos e prevê a participação de empresas americanas no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita. A aprovação, entretanto, ainda depende da análise do Congresso dos EUA. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A proposta enfrenta resistência de parlamentares dos EUA e de autoridades internacionais, preocupados com os riscos de uma proliferação nuclear no Oriente Médio. O anúncio ocorre em um momento de tensão na região, com o acirramento da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Críticos afirmam que o pacto pode enfraquecer o discurso de Washington contra o programa nuclear iraniano e estimular uma corrida armamentista regional. O que diz o acordo? O texto cria uma base legal para a cooperação nuclear entre Estados Unidos e Arábia Saudita por 30 anos. Ele abre caminho para que os americanos ajudem no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita e permite, em tese, a construção de uma instalação de enriquecimento de urânio no país.
O que se sabe sobre o acordo nuclear entre EUA e Arábia Saudita
