O mundo está em rápida transformação, mas o Brasil enfrenta dificuldade para se adaptar a isso.
No aspecto comercial, por exemplo, o país já tenta abrir novas frentes para escoamento de exportações depois do novo tarifaço dos Estados Unidos, que será de difícil reconsideração.
Os brasileiros precisam ampliar escopo de mercados e pensar que as mudanças atuais no cenário geopolítico, em que a centralidade dos países e dos Estados nacionais se sobrepõe aos arranjos coletivos, ao multilateralismo e ao regionalismo.
Com isso, exige-se uma identificação dos interesses brasileiros e a definição de uma estratégia de inserção internacional.
É isso que falta ao Brasil: setor privado e governo sentarem, conversarem e amarrarem um plano de trabalho e um projeto de ação para os próximos anos e décadas. Isso porque, no mundo, não vai importar quem é o presidente, mas sim qual é a capacidade de cada país.
A nossa capacidade é econômica, também pode ser ambiental, mas se não soubermos como transformar a capacidade em ativo de poder, nós sempre seremos subalternos.
E o Brasil, com seu tamanho intrínseco, com sua população, seu território, com os recursos naturais que dispõe, pode jogar um papel importante no mundo. Mas precisa saber como fazê-lo. É isso o que falta hoje.
Frente a esse dinamismo, cabe aos países desenharem o mapa da sua inserção nesse mundo e organizarem os recursos para que essa inserção seja produtiva e positiva para sua população.
