O governo federal prevê criar uma linha de crédito com custo financeiro de 3% para projetos de transformação de minerais críticos, dentro da nova edição do Plano Brasil Soberano.
A modalidade aparece como a mais barata do programa. A título de comparação, a linha geral para investimentos terá custo de 6,5%, enquanto o financiamento para aquisição de bens de capital será oferecido a 8%. As linhas de capital de giro variam de 8,3% a 9,8%.
Batizada de “Minerais Críticos, Transformação Mineral”, a linha sinaliza que o objetivo do governo é estimular etapas de maior valor agregado da cadeia, como beneficiamento, processamento e refino, e não apenas a extração e a exportação de minério bruto.
A apresentação, no entanto, não detalha quais minerais serão contemplados nem quais etapas industriais poderão ser financiadas. Também não informa se entrarão projetos ainda em fase de implantação ou apenas empresas que já operam e exportam.
O Brasil Soberano III terá R$ 18,5 bilhões em recursos. Desse total, R$ 13,5 bilhões serão aportados pelo Tesouro Nacional, com dinheiro não utilizado em edições anteriores do programa e na renegociação de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões virão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O valor, porém, não será exclusivo da mineração. Os recursos também poderão financiar setores como indústria automotiva, farmacêutica, química, eletrônica, máquinas, equipamentos e fertilizantes.
