O governo Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta 4ª feira (22.jul.2026), a 3ª edição do Plano Brasil Soberano com R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos e por conflitos no comércio internacional. Apesar de ampliar o alcance do programa, a nova etapa terá orçamento menor que os R$ 21 bilhões estabelecidos na edição anterior.
O novo pacote será enviado por medida provisória e soma R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional, provenientes de recursos não utilizados de programas anteriores, e R$ 5 bilhões do BNDES.
Segundo o secretário de Orçamento Federal, Bruno Moretti, o dinheiro será destinado a linhas de crédito para empresas atingidas pelas tarifas norte-americanas, setores considerados estratégicos e exportadores afetados por instabilidades geopolíticas.
Diferentemente das versões anteriores, o Brasil Soberano 3 passa a contemplar também empresas impactadas pela tarifa prevista na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, além das já afetadas pela Seção 232. O programa também inclui fertilizantes e minerais críticos entre os segmentos prioritários.
Ao anunciar a medida, o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou as tarifas impostas pelos Estados Unidos como uma “tarifação injusta e descabida”. Disse que o objetivo é preservar empregos e dar condições para que empresas conquistem novos mercados.
Alckmin afirmou que, mesmo diante do cenário internacional, o Brasil mantém crescimento nas exportações.
