SÃO LUÍS – O laudo pericial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) concluiu que o grave acidente registrado na BR-316, em Caxias, que resultou na morte da cantora Jéssica Costa e de Edmilson Pereira de Castro, foi provocado pela entrada de um Classic na pista durante uma conversão à esquerda.
Segundo a perícia, a Toyota Hilux envolvida na colisão trafegava regularmente pela rodovia, não estava em excesso de velocidade e não foi a causadora do acidente.
De acordo com o documento, a caminhonete seguia no sentido Caxias-Timon quando o Classic iniciou uma conversão para acessar uma estrada vicinal, interceptando sua trajetória. O ponto de impacto foi identificado por uma sulcagem profunda no asfalto, produzida por partes metálicas do automóvel.
Após a colisão transversal, o Classic foi arrastado para a faixa de domínio da rodovia, enquanto a Hilux saiu da pista e parou em um terreno às margens da BR-316.
Laudo aponta segundo impacto
A perícia também identificou um segundo impacto durante a dinâmica do acidente.
Segundo o laudo, o reboque acoplado ao Classic se desprendeu após a colisão, invadiu a pista contrária e atingiu frontalmente um Fiat Uno que estava parado no acostamento.
Na conclusão, a PRF atribuiu como fator determinante do acidente a manobra realizada pelo motorista do GM Classic.
O documento também aponta que a gravidade das consequências foi agravada porque um dos ocupantes do veículo não utilizava cinto de segurança e foi arremessado para fora do automóvel.
