O governo federal prepara uma nova etapa do programa Brasil Soberano, que deve mobilizar até R$ 13,5 bilhões em crédito, garantias e instrumentos financeiros para empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A proposta, voltada sobretudo à indústria exportadora e aos setores com maior exposição ao mercado norte-americano, será apresentada em evento nesta 4ª feira (22.jul.2026), às 15h, no Palácio do Planalto.
O plano reúne medidas coordenadas pelo Ministério da Fazenda e por bancos públicos para ampliar o acesso ao crédito e reduzir os efeitos das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.
A iniciativa busca preservar investimentos, empregos e a competitividade das empresas brasileiras enquanto o governo mantém negociações diplomáticas com Washington.
Como funcionará o plano
A proposta amplia o alcance das duas primeiras etapas do Brasil Soberano, lançadas depois do anúncio do 1º tarifaço norte-americano. A nova fase deve usar recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), além de mecanismos de garantia para a concessão de crédito.
A prioridade são empresas exportadoras e cadeias produtivas mais dependentes das vendas aos Estados Unidos.
