Um grupo internacional de astrônomos encontrou sinais de um possível satélite natural fora do Sistema Solar em um sistema formado por uma estrela, uma anã marrom e um objeto com massa próxima à de Júpiter. A descoberta foi apresentada em estudo publicado nesta quarta-feira (22) na revista científica Nature.
A investigação identificou que o corpo celeste orbita a anã marrom CD-35 2722 B, que por sua vez se move ao redor de uma estrela com cerca de metade da massa do Sol. As observações foram realizadas entre outubro de 2023 e fevereiro de 2026 com o Very Large Telescope (VLT), no Chile.
O possível exossatélite não foi observado diretamente. Sua existência foi indicada pelas alterações no movimento da anã marrom provocadas pela atração gravitacional do objeto, cujo ciclo orbital identificado pelos pesquisadores dura aproximadamente 170 dias.
Descoberta desafia definição tradicional de lua
A confirmação do achado ainda depende de novas medições. Apesar de apresentar características semelhantes às de uma lua, o objeto possui uma massa muito superior à dos satélites conhecidos no Sistema Solar e orbita uma anã marrom, não um planeta.
Por esse motivo, os pesquisadores adotaram inicialmente o termo exossatélite, usado para indicar um corpo que gira ao redor de outro objeto fora do Sistema Solar, sem definir se ele deve ser classificado como lua ou planeta.
A dificuldade está justamente na estrutura incomum desse sistema.
