A NVIDIA não esperava a reação geral negativa quando revelou o DLSS 5. Ela foi criticada por desenvolvedores e jogadores, e agora volta a tocar no assunto para esclarecer alguns aspectos da tecnologia. Durante o SIGGRAPH, o Time Verde revelou como a sua tecnologia de renderização generativa oferecerá controle aos desenvolvedores para aprimorar o visual dos jogos sem comprometer a visão artística original.
Depois de críticas em relação à primeira demonstração que alterava excessivamente a estética dos games, a empresa detalhou o funcionamento do recurso. O DLSS 5 atua como uma etapa generativa aplicada após a renderização convencional: o motor do jogo, renderizado pela GPU, continua responsável pela geometria, iluminação básica e composição de cena, enquanto a rede neural intervém para refinamento de materiais, reflexos, sombras e oclusão ambiental.
Três modelos e ajuste por objeto
Para evitar distorções em elementos críticos, o DLSS 5 inclui três modelos generativos (A, B e C) com parâmetros distintos de treinamento. Os desenvolvedores poderão escolher modelos diferentes para cenários específicos, iluminação interna ou cinematográfica.
A principal novidade é o suporte a máscaras por objeto e personagem. Com um controle isolado, será possível aplicar o DLSS 5 no cenário e desativá-lo totalmente no rosto dos personagens para preservar feições.
Além disso, a tecnologia permitirá um ajuste de estrutura ao alterar detalhes como superfícies, sombras de contato e reflexos.
