A morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais, Michele Leão Azevedo, de 41 anos, nessa segunda-feira (20) em Belo Horizonte, é investigada como feminicídio consumado.
O marido da oficial, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso em flagrante por suspeita de envolvimento no crime.
A CNN Brasil separou os principais detalhes da história até o momento.
Chegada no hospital e indícios de crime
Michele foi levada pelo próprio marido ao Hospital Odilon Behrens, na região Noroeste de BH, por volta das 21h, já sem batimentos cardiácos. Imagens de câmeras de segurança mostram o sargento ao carregar a esposa nos ombros do elevador até o carro.
https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/07/WhatsApp-Video-2026-07-21-at-20.21.13-1.mp4
A equipe médica suspeitou da versão de acidente ao constatar que o óbito teria ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital.
Além disso, o corpo da capitã apresentava múltiplas lesões, incluindo traumatismo craniano, ferimentos de grandes dimensões na testa, ferimentos nas pernas e lesões compatíveis com chicoteamento.
Versão do sargento
Eduardo alegou que a esposa havia caído de uma escada por volta das 12h. Segundo ele, os hematomas seriam fruto de práticas sexuais consensuais de dominação ocorridas na noite anterior.
O sargento afirmou ainda que não a levou ao médico antes porque Michele estaria constrangida pelo uso de drogas.
