Uma falsa delegacia da Polícia Federal brasileira instalada em Essuatíni, no sul da África, era utilizada por uma organização criminosa para aplicar golpes de falsa identidade, operar jogos de azar e lavar dinheiro. O esquema foi descoberto durante uma operação da Interpol que resultou na prisão de 82 suspeitos nesta quarta-feira (22).
De acordo com as investigações, os criminosos se passavam por agentes da Polícia Federal e entravam em contato com as vítimas por meio de videochamadas.
Durante as ligações, afirmavam que elas haviam sido alvo de um crime e as convenciam a transferir dinheiro para uma suposta “conta segura”, sob a justificativa de proteger os valores.
No entanto, os recursos eram desviados pela quadrilha.
Durante a operação, foram encontrados diversos equipamentos eletrônicos utilizados nos crimes. O dinheiro das vítimas era usado para lavar dinheiro e para operar as apostas nos jogos de azar.
Diante da grande quantidade de eletrônicos apreendidos, a Interpol enviou uma equipe especializada em apoio operacional e perícia forense digital a Essuatíni.
O objetivo é analisar os dispositivos confiscados e reunir novas provas que possam identificar outros envolvidos e vítimas do esquema.
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