Adeus a Luiz Carlos Barreto
Morreu na madrugada desta quarta-feira, aos 98 anos, o produtor, diretor de cinema e fotógrafo brasileiro Luiz Carlos Barreto. Conhecido como Barretão, ele deixa legado de mais de seis décadas dedicadas ao audiovisual nacional, com participação em várias produções históricas do cinema brasileiro.
Barreto foi um dos principais nomes do cinema brasileiro, com mais de seis décadas de atuação. Teve participação no movimento Cinema Novo e trabalhou como diretor de fotografia em filmes como Vidas Secas (1963) e Terra em Transe (1967).
Como produtor, área em que mais se destacou, participou de mais de 80 obras. Entre elas, Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), que levou cerca de 11 milhões de pessoas aos cinemas. Também esteve à frente de títulos importantes como Garrincha, Alegria do Povo (1963) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969).
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Nascido em Sobral, no Ceará, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1947. Iniciou a carreira no jornalismo e na fotojornalismo antes de migrar para o cinema. Em 1963, fundou a produtora LC Barreto, responsável por diversos clássicos do audiovisual nacional.
Barreto era casado com a produtora Lucy Barreto havia mais de 70 anos. Juntos, formaram uma das famílias mais influentes do cinema brasileiro, com filhos e netos atuando na área. Ele deixa a esposa, os filhos Paula e Bruno Barreto e nove netos.
