Tarifaço de 25% de Trump sobre produtos brasileiros entra em vigor O setor de transporte de cargas e logística afirmou nesta quarta-feira (22) que vê com "muita preocupação" os desdobramentos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sob a gestão do presidente Donald Trump. Para Paulo Afonso Lustosa, presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (Fenatac), a medida dos EUA, que entrou em vigor nesta quarta, tem mais caráter político do que econômico. Ele também avaliou que, se o Brasil responder na mesma moeda, a "situação pode piorar". Lustosa participou nesta quarta-feira de uma reunião com integrantes da gestão Lula, como o vice-presidente Geraldo Alckmin. O governo tem ouvido setores afetados para elaborar medidas de reação ao tarifaço de Donald Trump. Lula vai anunciar nova linha de crédito para empresas Em entrevista após o encontro com Alckmin, o presidente da Fenatac disse que, para ele, a melhor saída para o Brasil é buscar a negociação diplomática e comercial, evitando medidas espelhadas de reciprocidade. "O setor de transporte é uma atividade meio, uma ligação entre o setor industrial, que produz, e quem consome. Então na medida que a carga reduz, o nosso setor sofre", afirmou Lustosa. Questionado sobre a possibilidade de o Brasil adotar medidas de retaliação e aplicar tarifas recíprocas contra produtos norte-americanos, o presidente da Fenatac alertou para os riscos de uma escalada na crise comercial.
Tarifaço dos EUA: setor de cargas diz que medida de Trump é 'política' e que responder da mesma forma pode piorar situação
