Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Hospital das Clínicas desenvolveram um teste rápido e de baixo custo capaz de identificar “superbactérias” no intestino de pacientes internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).
Segundo o estudo, a técnica, que funciona de forma semelhante aos testes imunocromatográficos, popularmente vistos em farmácias para gravidez ou Covid-19, reduziu de 60 para 6 horas o diagnóstico bacteriano.
No método tradicional, após cultivar as bactérias em laboratório, o resultado do diagnóstico demora cerca de dois a três dias para ser liberado. Além disso, os pacientes precisam ficar em isolamento preventivo individual e utilizar aventais e luvas descartáveis para evitar o contágio.
De acordo com os pesquisadores, a partir dessa técnica, há um desperdício massivo de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), sobrecarga das equipes de enfermagens e um quadro de estresse ao paciente.
Há também a alternativa de testes genéticos moleculares, por serem rápido e precisos, no entanto eles são caros e exigem equipamento complexos, o que impede a adoção do método pela maioria dos hospitais públicos.
Para o professor colaborador da FMUSP e um dos autores do projeto, Matias Chiarastelli Salomão, o desenvolvimento do novo teste demonstra uma democratização do controle da infecção. “Ele oferece a velocidade de um teste molecular caro, mas por uma fração do preço e sem necessidade de máquinas complexas.
