A oficialização da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros amplia as incertezas para o setor sucroenergético. Embora o impacto imediato sobre as exportações de etanol seja considerado limitado, a avaliação da StoneX é que a medida reforça a necessidade de o Brasil diversificar seus mercados. Já para o açúcar, o cenário tende a aumentar a pressão sobre as vendas externas no curto prazo.
No caso do etanol, a nova tarifa foi justificada pelo governo americano com base na taxa de 18% cobrada pelo Brasil sobre o produto importado. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos avançam na ampliação do uso da gasolina com 15% de etanol (E15) durante todo o ano, medida que fortalece a indústria local de etanol de milho e reduz a necessidade de importações. Segundo estimativas da StoneX, esse movimento pode diminuir em cerca de 76% o potencial exportador americano até 2027.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Comércio de etanol já vinha mudando
Mesmo antes da nova tarifa, a balança comercial de etanol entre Brasil e Estados Unidos já havia mudado de direção. Depois de registrar superávit em 2024, o saldo encolheu em 2025 com a redução das exportações brasileiras e o aumento das importações do produto americano.
A mudança ganhou força após o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina brasileira, de 27% para 30%, em agosto de 2025.
